O que é a Lectio Divina?
A Lectio Divina vem do latim e tem como significado, “leitura divina”, “leitura espiritual” ou ainda “leitura orante da Bíblia”, é um alimento necessário para a nossa vida espiritual. A partir desta oração, conscientes do plano de Deus e a sua vontade, pode-se produzir os frutos espirituais necessários para a salvação. A Lectio Divina é deixar-se envolver pelo plano da Salvação de Deus. Os princípios da Lectio Divina foram expressos por volta do ano 220 e praticados por monges católicos, especialmente as regras monásticas dos santos: Pacômio, Agostinho, Basílio e Bento. Santa Terezinha Do Menino Jesus dizia, em período de aridez espiritual, que quando os livros espirituais não lhe diziam mais nada, ela busca no Evangelho o alimento de sua alma.
A Lectio Divina tradicionalmente é uma oração individual, porém, pode-se fazê-la em grupo. O importante é rezar com a Palavra de Deus lembrando o que dizem os bispos no Concílio Vaticano II, relembrando a mais antiga tradição católica, que conhecer a Sagrada Escritura é conhecer o próprio Cristo. Monges diziam que a Lectio Divina é a escada espiritual dos monges, mas é também de todo o cristão. O Papa Bento XVI fez a seguinte observação num discurso de 2005: “Eu gostaria, em especial recordar e recomendar a antiga tradição da Lectio Divina, a leitura assídua da Sagrada Escritura, acompanhada da oração que traz um diálogo íntimo em que a leitura, se escuta Deus que fala e, rezando, responde-lhe com confiança a abertura do coração”.
O Concílio Vaticano II, em seu decreto Dei Verbum 25, ratificou e promoveu com todo o peso de sua autoridade, a restauração da Lectio Divina, que teve um período de esquecimento por vários séculos na Igreja. O Concílio exorta igualmente, com ardor e insistência, a todos os fiéis cristãos, especialmente aos religiosos, que, pela freqüente leitura das divinas Escrituras, alcancem esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo (Fl 3,8). Porquanto “ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo” (São Jerônimo, Comm. In Is., prol).
A prática cristã ancestral de Oração Centrante tem suas raízes e é alimentada pela oração de escuta da Palavra de Deus na Sagrada Escritura, especialmente nos Evangelhos e Salmos. Por isso, faço este convite a você que ainda não faz a Lectio Divina para ter este profundo alimento espiritual e quem faz desejo os votos de perseverança. A Lectio Divina possui os seguintes passos: comece invocando o Espírito Santo fazendo esta oração: “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. – Enviai o vosso Espírito, e tudo será criado; e renovareis a face da terra. Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Amém”. A Lectio possui quatro passos: 1- Lectio (Leitura); 2- Meditatio (Meditação); 3- Oratio (Oração) e 4- Contemplatio (Contemplação).
Quanto à leitura, Leia, com calma e atenção, um pequeno trecho da Sagrada Escritura (aconselha-se que nas primeiras vezes utilize-se os textos dos Evangelhos). Leia o texto quantas vezes forem necessárias. Procure identificar as coisas importantes desta perícope: o ambiente, os personagens, os diálogos, as imagens usadas, as ações. É importante que identificar tudo com calma e atenção, como se estivesse vendo a cena. A leitura é o estudo assíduo das Escrituras, feito com aplicação de espírito. À leitura, eu escuto: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). Eis uma palavra curta, mas cheia de suaves sentidos para o repasto da alma. Ela oferece como que um cacho de uva. A alma, depois de o examinar com cuidado, diz em si mesma:Pode haver aqui algum bem, voltarei ao meu coração e tentarei, se possível, entender encontrar esta pureza. Pois é preciosa e desejável tal coisa, cujos possuidores são ditos bem-aventurados, e à qual se compromete a visão de Deus, que é a vida eterna, e que é louvada por tantos testemunhos da Sagrada Escritura. Eis uma palavra curta, mas cheia de suaves sentidos para o repasto da alma. Ela oferece como que um cacho de uva. A alma, depois de o examinar com cuidado, diz em si mesma: Pode haver aqui algum bem, voltarei ao meu coração e tentarei, se possível, entender encontrar esta pureza. Pois é preciosa e desejável tal coisa, cujos possuidores são ditos bem-aventurados, e à qual se compromete a visão de Deus, que é a vida eterna, e que é louvada por tantos testemunhos da Sagrada Escritura.
Quanto à Meditatio, começa, então, diligente meditação. Ela não se detém no exterior, não pára na superfície, apóia o pé mais profundamente, penetra no interior, perscruta cada aspecto. Considera atenta que não se disse: Bem-aventurados os puros de corpo, mas, sim, “os puros de coração”. Pois não basta ter as mãos inocentes de más obras, se não estivermos, no espírito, purificados de pensamentos depravados. Isso o profeta confirma por sua autoridade, ao dizer: Quem subirá o monte do Senhor? Ou quem estará de pé no seu santuário? Aquele que for inocente nas mãos e de coração puro (Sl 24,3-4). Depois de ter refletido sobre esses pontos e outros semelhantes no que toca à pureza do coração, a meditação começa a pensar no prêmio: Como seria glorioso e deleitável ver a face desejada do Senhor, mais bela do que a de todos os homens (Sl 45,3), não mais tendo a aparência como que o revestiu sua mão, mas envergando a estola da imortalidade, e coroado com o diadema que seu Pai lhe deu no dia da ressurreição e de glória, o dia que o Senhor fez (Sl 118,24).
Quanto à Oratio, toda boa meditação desemboca naturalmente na oração. É o momento de responder a Deus após havê-lo escutado. Esta oração é um momento muito pessoal que diz respeito apenas à pessoa e Deus. Não se preocupe em preparar palavras, fale o que vai no coração depois da meditação: se for louvor, louve; se for pedido de perdão, peça perdão; se for necessidade de maior clareza, peça a luz divina; se for cansaço e aridez, peça os dons da fé e esperança. Enfim, os momentos anteriores, se feitos com atenção e vontade, determinarão esta oração da qual nasce o compromisso de estar com Deus e fazer a sua vontade. Vendo, pois, a alma que não pode por si mesma atingir a desejada doçura de conhecimento e da experiência, e que quanto mais se aproxima do fundo do coração (Sl 64,7), tanto mais distante é Deus (cf. Sl 64,8), ela se humilha e se refugia na oração. E diz: Senhor, que não és contemplado senão pelos corações puros, eu procuro, pela leitura e pela meditação, qual é, e como poder ser adquirida a verdadeira doçura do coração, a fim de por ela conhecer-te, ao menos um pouco.
Quanto ao último passo à Contemplatio, Desta etapa a pessoa não é dona. É um momento que pertence a Deus e sua presença misteriosa, sim, mas sempre presença. É um momento no qual se permanece em silêncio diante de Deus. Se ele o conduzirá à contemplação, louvado seja Deus! Se ele lhe dará apenas a tranqüilidade de uns momentos de paz e silêncio, louvado seja Deus! Se para você será um momento de esforço para ficar na presença de Deus, louvado seja Deus!
Portanto, diante deste patrimônio da nossa Igreja que é este método de Oração da Lectio Divina, desejo a todos que ao lerem este artigo comecem a tomar gosto pela Leitura Orante da Palavra de Deus, pois, nós sabemos que a oração é um dos alimentos da alma que obtemos forças para enfrentar tantas adversidades em nossa caminhada. Que Deus os abençõe nesta nova etapa espiritual.
terça-feira, 31 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Eu.... Um ser em construção.

Há muito tempo venho construindo um pouco de mim. Desde os escritos e pensamentos, que tento divulgar no dia a dia através das coisas que falo e faço. O que sei é que a vida deveria ser de trás para frente, como dizia Charlie Chaplin: "a coisa mais injusta sobre a vida, é a maneira como ela termina”.
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para frente. Por isso concordo com Chaplin. Nós deveríamos morrer primeiro. Daí, viver em um asilo espiritual, até ser “chutado” para fora de lá por motivos novos. Quem sabe ganhar um jeito diferente de ser, ganhar um relógio de ouro ou uma viagem inesquecível. Quem sabe voltar depois e continuar a trabalhar. Então trabalharia novamente até os 45 anos, para aproveitar os 20 anos da aposentadoria. Talvez voltasse para o colégio, teria namoradas (os), virava criança novamente, não teria nenhuma responsabilidade pesada, se tornaria um bebezinho de colo, voltava para o útero de sua mãe, passava seus últimos meses de vida flutuando... E terminava tudo com ótimo “orgasmo" - um gozo existencial. Ah! Como amo Chaplin. Por trás daquele “bobo” alegre, viveu um alegre homem. (Assista o filme ... Benjamim Buton – Brad Pit).
Ao contrário da visão humorada de Chaplin, confesso já ter desejado seriamente que a minha vida fosse um mar de rosas. Um mar de marcas de deleites e prazeres. Mas como isso é impossível, depois de muitas decepções e desilusões, aceitei que a vida é fundamentalmente marcada por incertezas. Não dá para controlar os acontecimentos e nem as pessoas. Afinal, como a rosa é feita de pétalas e espinhos, a vida na sua totalidade é permeada de dores e alegrias.
Vivendo na ilusão de que teria controle sobre as coisas, em um tempo de minha vida cobrei demais pelos erros que cometi. Minha mania perfeccionismo, mais que ser aceito pelos outros, desejei ser um deus. Que grande equívoco foi acreditar que meu destino estaria escrito nas estrelas.
Pensando assim, por várias vezes me vi resignado diante de situações em que eu deveria ter tomado uma atitude. Hoje, olhar para o céu estrelado me amplia a sensação de liberdade, me torna mais humano. Não quero ser apatia. Tendo o meu coração como a minha estrela-guia. O que quero é encontrar forças para continuar, mesmo caminhando em terreno difícil. Viver o que acredito. Viver o amor na sua totalidade. Caminhar, caminhar mesmo em estrada de dura caminhada e pedras.
Sei que a cada instante vai-se um pouco de mim. O tempo é impiedoso, não pára. É como uma onda que arrasta para o mar tudo o que encontra na praia. Por isso, não me importa o que ficou para trás. Prefiro olhar a vida como um eterno amanhecer. Desta maneira, a mais dolorosa experiência, os piores pesadelos ou a angustiante solidão das minhas madrugadas, tornar-se-ão mais brandos. Enquanto o sol brilhar, haverá em mim esperança. Estou unido ao dito popular. Contento-me com tão pouco. Porque creio que posso mais. Claro com Deus sempre podemos mais.
Hoje, sinto que somente esta vida não me basta, a minha sede é insaciável. O pouco não me atrai. Interessa-me a abundância, muita vivência, principalmente aquela intensa a do amor, da criatividade, da alegria. Isso me torna, muitas vezes, um adolescente: inquieto e impulsivo. Antes assim, que envelhecer o espírito ou terminar numa velhice frustrada.
Quantas vezes o mundo pareceu desabar sobre a minha cabeça. Vi-me em desespero e em sofrimento inútil. Com um olhar maduro, vejo que os maus momentos não passaram de grandes tempestades. Não somente sobrevivi a todos eles, como aprendi a confiar na minha capacidade de superação e de condução na vida. Aprendi também que, mesmo diante do risco de um naufrágio, o importante é jamais tirar as mãos do leme.
Erros e acertos, alegrias e tristezas, conquistas e decepções, não passam de pulsações, como a do coração que faz irrigar o sangue por todo o nosso corpo. Portanto, vejo o quanto é preciso aprender a relaxar e seguir o fluxo dos acontecimentos. Principalmente quando nada se pode fazer. Como é fundamental saber seguir o sábio conselho, de “dar tempo ao tempo”!
Se existe algo que nos rouba a energia, é a ansiedade exagerada. Além do sofrimento antecipado, anulamos a possibilidade de construir algo útil para a nossa satisfação. O temor do que pode acontecer não pode ser mais forte, que a coragem de fazer o que tem de ser feito. Viver tenso, somente nos momentos que sentimos o perigo real, como o tigre que prepara o seu ataque frente a uma ameaça, mas que se delicia com uma soneca nas horas ociosas.
Algo que muito fiz foi esperar. Como perdi momentos preciosos, assim como ganhei experiência infinitas. Acreditava que o mundo me daria tudo sem ter que correr atrás. Na verdade, eram os medos que me paralisavam. Medo de me frustrar, de ser rejeitado, de fracassar. E hoje, até que me agrada estar diante de uma situação que me atemoriza. Seria masoquismo? Loucura? Não! Prefiro acreditar que sou como um sujeito perdido no deserto, á procura pela água desesperadamente. Sendo que a minha sede é de saber! De ser! De viver! ... Pois, quantas vezes, sem saber quem eu era, sem confiança e motivação, preferi me afundar na zona do meu conforto.
Darei conta realmente de ser quem sou e do que sou capaz, através dos riscos que correrei para expandir o meu espaço vital? Não sei! O que posso dizer ou pensar é que quando sinto frio na barriga e a impressão do coração sair pela boca, é que sei que estou diante de um desafio, que vale a pena enfrentar, mesmo com todo o medo que possa sentir.
Descobri que, sendo inteiro no que sinto e penso, aceitando o ontem como uma preparação, o futuro como uma eventual possibilidade, o hoje como o único momento que existe de concreto, poderei realmente encontrar a felicidade e viver com mais sentido a cada dia que passa na minha vida. Para isso, sei que devo cuidar de meu corpo e de minha alma (mente), como se fosse algo de mais precioso no universo. Sendo fundamental para isso, que eu procure por momentos que me dêem satisfação, prazer, harmonia, equilíbrio, e faça as pessoas que convivam comigo felizes, isso seja no trabalho, no lazer ou até mesmo não fazendo nada, mas que os hábitos sejam saudáveis.
Eu adoro comprar sabonetes dos mais variados perfumes, para sentir mais prazer no banho. Hoje mesmo, deu vontade de comprar uma deliciosa colônia. Curto exercitar o corpo e me satisfazer com o suor que levam os meus pensamentos improdutivos, as minhas toxinas e o excesso de gordura embora. Mas a minha baixa auto-estima está afetada. Não estou conseguindo fazer isso. Parece que to deprimido. Ouvi dizer que um pouco de narcisismo faz bem. Será que sou narcisista? Só porque descuidei um pouco da minha aparência, com o cuidado com o meu próprio corpo, significa que não estou nem aí comigo mesmo, que simplesmente me abandonei. É infelizmente se nos abandonamos correremos o risco de ser abandonado pelos outros. Aí a dor será dobrada. O que sei é que sou uma obra em acabamento. Que quer ser feliz e acabada. Portanto, espero minha hora e meu tempo.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Reflexões para confissões
Reflexão à luz da Palavra
Sacramento da reconciliação:exame de consciência,arrependimento, bom propósito, confissão dos pecados,penitência.
Faça uma reflexão sobre a sua condição de pecador e sobre a misericórdia do Senhor.
Jesus diz: "Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9,13)
"Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam se arrepender" (Lc 15,7) Se perdoardes aos outros as ofensas que eles vos fizeram, também vosso Pai celeste vos perdoará. Mas, se não lhes perdoardes, também o vosso Pai não vos perdoará" (Mt 9,13) Disse Jesus aos Apóstolos: "Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados. A quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20,22-23)
Exame de consciência
I- O Senhor diz: "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma" (Dt 6,5)
Que lugar ocupa Deus na minha vida? Amo verdadeiramente a Deus com todo o meu coração, ou vivo apenas preocupado com as coisas materiais - trabalho, negócios, riquezas, bem-estar temporal?
Procuro cultivar a minha fé e a minha formação cristã, participando de cursos, lendo a Bíblia, o catecismo, etc?
Rezo todos os dias e procuro que os meus familiares também rezem? Participo habitualmente da Missa aos domingos e dias santos, ou falto sem motivo justificado?
Respeito os bens alheios? Recusei-me, sem razão, a dar ou a emprestar?
Consagro a Deus o meu trabalho, estudo, doença? Nas dificuldades, recorro a Deus comfé e perseverança, ou consulto benzedeiras, centros, seitas e outras coisas que não condizem com a fé?
Colaboro nas atividades apostólicas da minha paróquia, ou vivo completamente à margem? Contribuo com o Dízimo?
II- O Senhor diz: "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei" (Jo 15,12) Reparto os meus bens com os que são mais pobres do que eu? Ou sou avarento e egoísta, querendo sempre o melhor para mim?
Dedico parte do meu tempo aos doentes, à catequese, aos marginalizados? Por quanto depende de mim, defendo os oprimidos?
Sou honesto no emprego, sério no trabalho e nos negócios? Apodero-me do que não é meu? Prejudico os outros? Engano-os? Faço juízos temerários, critico, rogo pragas, alimento ódio contra alguém?
Como filho: sou obediente e respeitador com os meus pais? Ajudo-os nas necessidades espirituais e materiais? Dou-me bem com os irmãos?
Como pai ou mãe: sou solícito na educação e formação cristã dos meus filhos? Sou demasiado exigente e intolerante para com as suas faltas, originando conflitos desnecessários?
Como marido ou esposa: sou fiel e amo com todo o coração? Observo a lei moral e cristã no uso do matrimônio? Aceito como dom de Deus os filhos, ou tento eliminá-los provocando o aborto? Aconselhei ou colaborei para que alguém fizesse o mesmo?
III- O Senhor diz: "Sede perfeitos, como o vosso Pai do Céu" (Mt 5,48)
Procuro viver na presença de Dues, fazendo o possível para O agradar, ouvivo como se Deus não existisse? Recorro ao sacramento da reconciliação quando tenho necessidade? Comungo com freqüência?
Suporto com paciência e espírito de fé as contrariedades da vida?
Guardo os meus sentimentos e todo o meu corpo na pureza e na castidade, como templo que sou do Espírito Santo?
Na condução de veículos, respeito as regras de trânsito? Uso todas as cautelas para não pôr em risco a minha própria vida e a dos outros?
Abuso da comida ou da bebida? Tomo ou contribuo para que os outros tomem drogas prejudiciais à saúde?
Provoco escândalo com as minhas conversas, atitudes, maneiras de vestir? Deleito-me a ver filmes, programas de TV ou fotografias imorais?
Confissão
É o momento de apresentar-se ao sacerdote, e com muita naturalidade, confessar os pecados. É preciso ser claro e objetivo, sem justificações. Há outras pessoas que esperam para ser atendidas.
Ato de Contrição
Invoquemos a misericórdia de Deus!
Tende piedade de mim, ó Deus, pela vossa grande misericórdia a apagai os meus pecados. Crieri em mim, ó Deus, um coração puro. (Sl 50)
Meu Jesus, crucificdo por minha culpa, estou arrependido por ter pecado, pois ofendi a Vós, que sois tão bom, e mereci ser castigado neste mundo e no outro. Perdoai-me, Senhor, não quero mais pecar.
Terminada a confissão, o sacerdote pronuncia as palavras da absolvição fazendo sobre você o sinal da cruz.
Coragem, filho! Os teus pecados estão perdoados. Vai em paz e o Senhor te acompanhe! (Mt 9,2)
Gratidão
Agradeça a Deus repetindo algumas destas expressões:
A bondade do Senhor veio em meu auxílio!
A minha alma glorifica ao Senhor e o meu coração exulta de alegria em Deus, meu Salvador! (Lc 1,46-47)
Dou-vos graças, Senhor, por todos os vossos benefícios.
Não se esqueça de cumprir a penitência com orações e obras de caridade
Saiba:
PECADO ESQUECIDO na confissão fica perdoado se eu fiz bem o exame de consciência.
PECADO ESCONDIDO na confissão não fica perdoado e eu não posso comungar e tenho que fazer outra confissão.
Está errado pôr comida limpa em prato sujo. Está errado receber a Jesus num coração sujo de pecado grande.
Primeiro a gente lava o prato e depois põe a comida.
Primeiro eu tenho que lavar minha alma com uma confissão bem feita e depois ir receber a Jesus na Hóstia.
(São Paulo, na sua 1ª Carta aos Coríntios, Cap 11,23-29, lembra-nos disto)
Reconhecer-se Pecador
Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os peados e nos purificar de toda a culpa. (1ª carta de São João, Cap 1,8-9)
O pecado é aquele egoísmo que vai tomando conta de nós e faz com que negligenciamos os nossos deveres para com Deus, para com os outros (pecado social) e até para conosco mesmos.
Sacramento da reconciliação:exame de consciência,arrependimento, bom propósito, confissão dos pecados,penitência.
Faça uma reflexão sobre a sua condição de pecador e sobre a misericórdia do Senhor.
Jesus diz: "Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9,13)
"Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam se arrepender" (Lc 15,7) Se perdoardes aos outros as ofensas que eles vos fizeram, também vosso Pai celeste vos perdoará. Mas, se não lhes perdoardes, também o vosso Pai não vos perdoará" (Mt 9,13) Disse Jesus aos Apóstolos: "Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados. A quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20,22-23)
Exame de consciência
I- O Senhor diz: "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma" (Dt 6,5)
Que lugar ocupa Deus na minha vida? Amo verdadeiramente a Deus com todo o meu coração, ou vivo apenas preocupado com as coisas materiais - trabalho, negócios, riquezas, bem-estar temporal?
Procuro cultivar a minha fé e a minha formação cristã, participando de cursos, lendo a Bíblia, o catecismo, etc?
Rezo todos os dias e procuro que os meus familiares também rezem? Participo habitualmente da Missa aos domingos e dias santos, ou falto sem motivo justificado?
Respeito os bens alheios? Recusei-me, sem razão, a dar ou a emprestar?
Consagro a Deus o meu trabalho, estudo, doença? Nas dificuldades, recorro a Deus comfé e perseverança, ou consulto benzedeiras, centros, seitas e outras coisas que não condizem com a fé?
Colaboro nas atividades apostólicas da minha paróquia, ou vivo completamente à margem? Contribuo com o Dízimo?
II- O Senhor diz: "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei" (Jo 15,12) Reparto os meus bens com os que são mais pobres do que eu? Ou sou avarento e egoísta, querendo sempre o melhor para mim?
Dedico parte do meu tempo aos doentes, à catequese, aos marginalizados? Por quanto depende de mim, defendo os oprimidos?
Sou honesto no emprego, sério no trabalho e nos negócios? Apodero-me do que não é meu? Prejudico os outros? Engano-os? Faço juízos temerários, critico, rogo pragas, alimento ódio contra alguém?
Como filho: sou obediente e respeitador com os meus pais? Ajudo-os nas necessidades espirituais e materiais? Dou-me bem com os irmãos?
Como pai ou mãe: sou solícito na educação e formação cristã dos meus filhos? Sou demasiado exigente e intolerante para com as suas faltas, originando conflitos desnecessários?
Como marido ou esposa: sou fiel e amo com todo o coração? Observo a lei moral e cristã no uso do matrimônio? Aceito como dom de Deus os filhos, ou tento eliminá-los provocando o aborto? Aconselhei ou colaborei para que alguém fizesse o mesmo?
III- O Senhor diz: "Sede perfeitos, como o vosso Pai do Céu" (Mt 5,48)
Procuro viver na presença de Dues, fazendo o possível para O agradar, ouvivo como se Deus não existisse? Recorro ao sacramento da reconciliação quando tenho necessidade? Comungo com freqüência?
Suporto com paciência e espírito de fé as contrariedades da vida?
Guardo os meus sentimentos e todo o meu corpo na pureza e na castidade, como templo que sou do Espírito Santo?
Na condução de veículos, respeito as regras de trânsito? Uso todas as cautelas para não pôr em risco a minha própria vida e a dos outros?
Abuso da comida ou da bebida? Tomo ou contribuo para que os outros tomem drogas prejudiciais à saúde?
Provoco escândalo com as minhas conversas, atitudes, maneiras de vestir? Deleito-me a ver filmes, programas de TV ou fotografias imorais?
Confissão
É o momento de apresentar-se ao sacerdote, e com muita naturalidade, confessar os pecados. É preciso ser claro e objetivo, sem justificações. Há outras pessoas que esperam para ser atendidas.
Ato de Contrição
Invoquemos a misericórdia de Deus!
Tende piedade de mim, ó Deus, pela vossa grande misericórdia a apagai os meus pecados. Crieri em mim, ó Deus, um coração puro. (Sl 50)
Meu Jesus, crucificdo por minha culpa, estou arrependido por ter pecado, pois ofendi a Vós, que sois tão bom, e mereci ser castigado neste mundo e no outro. Perdoai-me, Senhor, não quero mais pecar.
Terminada a confissão, o sacerdote pronuncia as palavras da absolvição fazendo sobre você o sinal da cruz.
Coragem, filho! Os teus pecados estão perdoados. Vai em paz e o Senhor te acompanhe! (Mt 9,2)
Gratidão
Agradeça a Deus repetindo algumas destas expressões:
A bondade do Senhor veio em meu auxílio!
A minha alma glorifica ao Senhor e o meu coração exulta de alegria em Deus, meu Salvador! (Lc 1,46-47)
Dou-vos graças, Senhor, por todos os vossos benefícios.
Não se esqueça de cumprir a penitência com orações e obras de caridade
Saiba:
PECADO ESQUECIDO na confissão fica perdoado se eu fiz bem o exame de consciência.
PECADO ESCONDIDO na confissão não fica perdoado e eu não posso comungar e tenho que fazer outra confissão.
Está errado pôr comida limpa em prato sujo. Está errado receber a Jesus num coração sujo de pecado grande.
Primeiro a gente lava o prato e depois põe a comida.
Primeiro eu tenho que lavar minha alma com uma confissão bem feita e depois ir receber a Jesus na Hóstia.
(São Paulo, na sua 1ª Carta aos Coríntios, Cap 11,23-29, lembra-nos disto)
Reconhecer-se Pecador
Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os peados e nos purificar de toda a culpa. (1ª carta de São João, Cap 1,8-9)
O pecado é aquele egoísmo que vai tomando conta de nós e faz com que negligenciamos os nossos deveres para com Deus, para com os outros (pecado social) e até para conosco mesmos.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Ser IGNORADO - Tps! POA-RS
Viver como invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Comprovou que as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado, vira sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade. Constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são
invisíveis. Em sua tese, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade', uma
percepção humana condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se a função e não a pessoa.
Braga trabalhava meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari,
significa um sopro de vida.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser objeto e não humano. 'Professores que me abraçavam
passavam, não me reconheciam por causa do uniforme.
Esbarravam no meu ombro, sem pedir desculpas.
Ignorando-me, como se fosse um poste.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma. Não tinha
caneca. Havia um clima estranho. Os garis mal conversavam comigo. Alguns
ensinavam o serviço. Um deles foi ao latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante. Cortou-as pela metade e
serviu o café, na latinha suja. E como estávamos num
grupo grande, esperei se servirem primeiro. Nunca apreciei
o sabor do café. Mas, senti que deveria tomá-lo, não livre de sensações ruins. Afinal, as latinhas foram tiradas dentro da lixeira. Quando empunhei a caneca,
todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E bebi.
A ansiedade evaporou-se. Passaram a conversar
comigo, contar piada, brincar.
O que sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro. Passei pelo
térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, na
biblioteca, desci escada, passei no centro acadêmico, lanchonete, tinha muita gente conhecida. Fiz todo
trajeto e ninguém me viu. Tive uma sensação ruim. Meu corpo tremia. Não o dominava. Uma angustia, e a tampa da
cabeça ardia. Fui almoçar.
Não senti o gosto da comida e voltei ao trabalho atordoado.
Depois de oito anos como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações insaudáveis. Quando via meu professor se
aproximando, até parava de varrer. Ele passaria, poderia trocar uma idéia, mas passava como eu fosse um poste, uma árvore, um orelhão.
Na volta para casa, no mundo real,
choro. É triste. A partir do instante que você está
inserido nessa condição, não se esquece jamais. Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
homens hoje são meus amigos. Conheço suas famílias, freqüento-as. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão dele saber que existe. São
tratados pior que um animal doméstico, que é chamado pelo
nome.
*...é uma das piores sensações que existem na vida!
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Comprovou que as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado, vira sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade. Constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são
invisíveis. Em sua tese, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade', uma
percepção humana condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se a função e não a pessoa.
Braga trabalhava meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari,
significa um sopro de vida.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser objeto e não humano. 'Professores que me abraçavam
passavam, não me reconheciam por causa do uniforme.
Esbarravam no meu ombro, sem pedir desculpas.
Ignorando-me, como se fosse um poste.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma. Não tinha
caneca. Havia um clima estranho. Os garis mal conversavam comigo. Alguns
ensinavam o serviço. Um deles foi ao latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante. Cortou-as pela metade e
serviu o café, na latinha suja. E como estávamos num
grupo grande, esperei se servirem primeiro. Nunca apreciei
o sabor do café. Mas, senti que deveria tomá-lo, não livre de sensações ruins. Afinal, as latinhas foram tiradas dentro da lixeira. Quando empunhei a caneca,
todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E bebi.
A ansiedade evaporou-se. Passaram a conversar
comigo, contar piada, brincar.
O que sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro. Passei pelo
térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, na
biblioteca, desci escada, passei no centro acadêmico, lanchonete, tinha muita gente conhecida. Fiz todo
trajeto e ninguém me viu. Tive uma sensação ruim. Meu corpo tremia. Não o dominava. Uma angustia, e a tampa da
cabeça ardia. Fui almoçar.
Não senti o gosto da comida e voltei ao trabalho atordoado.
Depois de oito anos como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações insaudáveis. Quando via meu professor se
aproximando, até parava de varrer. Ele passaria, poderia trocar uma idéia, mas passava como eu fosse um poste, uma árvore, um orelhão.
Na volta para casa, no mundo real,
choro. É triste. A partir do instante que você está
inserido nessa condição, não se esquece jamais. Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
homens hoje são meus amigos. Conheço suas famílias, freqüento-as. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão dele saber que existe. São
tratados pior que um animal doméstico, que é chamado pelo
nome.
*...é uma das piores sensações que existem na vida!
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