quarta-feira, 18 de março de 2009

Reflexões para confissões

Reflexão à luz da Palavra

Sacramento da reconciliação:exame de consciência,arrependimento, bom propósito, confissão dos pecados,penitência.

Faça uma reflexão sobre a sua condição de pecador e sobre a misericórdia do Senhor.
Jesus diz: "Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9,13)
"Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam se arrepender" (Lc 15,7) Se perdoardes aos outros as ofensas que eles vos fizeram, também vosso Pai celeste vos perdoará. Mas, se não lhes perdoardes, também o vosso Pai não vos perdoará" (Mt 9,13) Disse Jesus aos Apóstolos: "Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados. A quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20,22-23)

Exame de consciência

I- O Senhor diz: "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma" (Dt 6,5)
Que lugar ocupa Deus na minha vida? Amo verdadeiramente a Deus com todo o meu coração, ou vivo apenas preocupado com as coisas materiais - trabalho, negócios, riquezas, bem-estar temporal?
Procuro cultivar a minha fé e a minha formação cristã, participando de cursos, lendo a Bíblia, o catecismo, etc?
Rezo todos os dias e procuro que os meus familiares também rezem? Participo habitualmente da Missa aos domingos e dias santos, ou falto sem motivo justificado?
Respeito os bens alheios? Recusei-me, sem razão, a dar ou a emprestar?
Consagro a Deus o meu trabalho, estudo, doença? Nas dificuldades, recorro a Deus comfé e perseverança, ou consulto benzedeiras, centros, seitas e outras coisas que não condizem com a fé?
Colaboro nas atividades apostólicas da minha paróquia, ou vivo completamente à margem? Contribuo com o Dízimo?

II- O Senhor diz: "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei" (Jo 15,12) Reparto os meus bens com os que são mais pobres do que eu? Ou sou avarento e egoísta, querendo sempre o melhor para mim?
Dedico parte do meu tempo aos doentes, à catequese, aos marginalizados? Por quanto depende de mim, defendo os oprimidos?
Sou honesto no emprego, sério no trabalho e nos negócios? Apodero-me do que não é meu? Prejudico os outros? Engano-os? Faço juízos temerários, critico, rogo pragas, alimento ódio contra alguém?
Como filho: sou obediente e respeitador com os meus pais? Ajudo-os nas necessidades espirituais e materiais? Dou-me bem com os irmãos?
Como pai ou mãe: sou solícito na educação e formação cristã dos meus filhos? Sou demasiado exigente e intolerante para com as suas faltas, originando conflitos desnecessários?
Como marido ou esposa: sou fiel e amo com todo o coração? Observo a lei moral e cristã no uso do matrimônio? Aceito como dom de Deus os filhos, ou tento eliminá-los provocando o aborto? Aconselhei ou colaborei para que alguém fizesse o mesmo?

III- O Senhor diz: "Sede perfeitos, como o vosso Pai do Céu" (Mt 5,48)
Procuro viver na presença de Dues, fazendo o possível para O agradar, ouvivo como se Deus não existisse? Recorro ao sacramento da reconciliação quando tenho necessidade? Comungo com freqüência?
Suporto com paciência e espírito de fé as contrariedades da vida?
Guardo os meus sentimentos e todo o meu corpo na pureza e na castidade, como templo que sou do Espírito Santo?
Na condução de veículos, respeito as regras de trânsito? Uso todas as cautelas para não pôr em risco a minha própria vida e a dos outros?
Abuso da comida ou da bebida? Tomo ou contribuo para que os outros tomem drogas prejudiciais à saúde?
Provoco escândalo com as minhas conversas, atitudes, maneiras de vestir? Deleito-me a ver filmes, programas de TV ou fotografias imorais?

Confissão
É o momento de apresentar-se ao sacerdote, e com muita naturalidade, confessar os pecados. É preciso ser claro e objetivo, sem justificações. Há outras pessoas que esperam para ser atendidas.

Ato de Contrição
Invoquemos a misericórdia de Deus!
Tende piedade de mim, ó Deus, pela vossa grande misericórdia a apagai os meus pecados. Crieri em mim, ó Deus, um coração puro. (Sl 50)
Meu Jesus, crucificdo por minha culpa, estou arrependido por ter pecado, pois ofendi a Vós, que sois tão bom, e mereci ser castigado neste mundo e no outro. Perdoai-me, Senhor, não quero mais pecar.
Terminada a confissão, o sacerdote pronuncia as palavras da absolvição fazendo sobre você o sinal da cruz.
Coragem, filho! Os teus pecados estão perdoados. Vai em paz e o Senhor te acompanhe! (Mt 9,2)

Gratidão
Agradeça a Deus repetindo algumas destas expressões:
A bondade do Senhor veio em meu auxílio!
A minha alma glorifica ao Senhor e o meu coração exulta de alegria em Deus, meu Salvador! (Lc 1,46-47)
Dou-vos graças, Senhor, por todos os vossos benefícios.
Não se esqueça de cumprir a penitência com orações e obras de caridade

Saiba:
PECADO ESQUECIDO na confissão fica perdoado se eu fiz bem o exame de consciência.
PECADO ESCONDIDO na confissão não fica perdoado e eu não posso comungar e tenho que fazer outra confissão.
Está errado pôr comida limpa em prato sujo. Está errado receber a Jesus num coração sujo de pecado grande.
Primeiro a gente lava o prato e depois põe a comida.
Primeiro eu tenho que lavar minha alma com uma confissão bem feita e depois ir receber a Jesus na Hóstia.
(São Paulo, na sua 1ª Carta aos Coríntios, Cap 11,23-29, lembra-nos disto)

Reconhecer-se Pecador
Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os peados e nos purificar de toda a culpa. (1ª carta de São João, Cap 1,8-9)
O pecado é aquele egoísmo que vai tomando conta de nós e faz com que negligenciamos os nossos deveres para com Deus, para com os outros (pecado social) e até para conosco mesmos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ser IGNORADO - Tps! POA-RS

Viver como invisível'



Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Comprovou que as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado, vira sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade. Constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são
invisíveis. Em sua tese, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade', uma
percepção humana condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se a função e não a pessoa.
Braga trabalhava meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari,
significa um sopro de vida.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser objeto e não humano. 'Professores que me abraçavam
passavam, não me reconheciam por causa do uniforme.
Esbarravam no meu ombro, sem pedir desculpas.
Ignorando-me, como se fosse um poste.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma. Não tinha
caneca. Havia um clima estranho. Os garis mal conversavam comigo. Alguns
ensinavam o serviço. Um deles foi ao latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante. Cortou-as pela metade e
serviu o café, na latinha suja. E como estávamos num
grupo grande, esperei se servirem primeiro. Nunca apreciei
o sabor do café. Mas, senti que deveria tomá-lo, não livre de sensações ruins. Afinal, as latinhas foram tiradas dentro da lixeira. Quando empunhei a caneca,
todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E bebi.
A ansiedade evaporou-se. Passaram a conversar
comigo, contar piada, brincar.

O que sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro. Passei pelo
térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, na
biblioteca, desci escada, passei no centro acadêmico, lanchonete, tinha muita gente conhecida. Fiz todo
trajeto e ninguém me viu. Tive uma sensação ruim. Meu corpo tremia. Não o dominava. Uma angustia, e a tampa da
cabeça ardia. Fui almoçar.
Não senti o gosto da comida e voltei ao trabalho atordoado.

Depois de oito anos como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações insaudáveis. Quando via meu professor se
aproximando, até parava de varrer. Ele passaria, poderia trocar uma idéia, mas passava como eu fosse um poste, uma árvore, um orelhão.

Na volta para casa, no mundo real,
choro. É triste. A partir do instante que você está
inserido nessa condição, não se esquece jamais. Essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
homens hoje são meus amigos. Conheço suas famílias, freqüento-as. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão dele saber que existe. São
tratados pior que um animal doméstico, que é chamado pelo
nome.


*...é uma das piores sensações que existem na vida!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Parabéns manos Marcos Antônio e Mário Cesár. Feliz aniversário.